domingo, 16 de outubro de 2011

psicologia

Artigos de Psicologia

Escritos por Marilena Henriques Teixeira Netto

Fofoca

FofocaA fofoca eletrônica incorporou-se no nosso cotidiano sorrateira e sutilmente. Aliás, como tudo.
Voltemos ao “século passado”: cidade pequena, sem TV, sem o afã da mulher no trabalho/fora de casa, sem grades nas varandas e sem edifícios gradeados, calçadas sem carros, poucas bicicletas, charretes, etc… Durante o dia ou à noite, havia sempre aquele intervalo do “nada pra fazer” e uma fugidinha à janela para ver o povo passar.
Pessoas caminhando pela calçada e aquela conversa sobre o “fulano” que acabou de chegar na cidade, ou o outro que rompeu o noivado, ou a outra que mudou de casa e num instante já se sabe um pouco mais daquela vizinhança. À noite, então, com as cadeiras na calçada, voltas pela praça e mais notícias fresquinhas. Tudo se sabe e tudo se quer saber… Coisas de cidade pequena! Clique aqui e leia mais…

Comportamento entre Irmãos

Quando pensamos sobre o comportamento entre irmãos, coisas como ciúme, inveja, rivalidade, competição, etc., pensamos sempre como comportamentos anormais e negativos. O ciúme é visto como algo totalmente condenável e proibido entre irmãos, principalmente, em relação ao irmão mais velho, quando nasce o segundo filho.
Muitos pais chegam mesmo a dizer ao filho, que o ciúme é feio, que não deve nunca existir em relação ao irmãozinho e que esse veio para brincar com ele, ser seu amigo e companheiro nas brincadeiras. Isso é verdade, mas existe também uma outra verdade que nunca dizemos, mas sabemos. Esse irmão veio para dividir com ele o amor da mãe, do pai, dividir a casa, às vezes o quarto, os brinquedos, a atenção dos parentes, etc.

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O Ser Humano Adoecido

Elo Fraco
Elo Fraco

Muitas são as perguntas sobre a causa de crianças e adolescentes que apresentam doenças “de adultos”. O que acontece com eles, atualmente, que antes, não acontecia?
Nas décadas de 50, 60 e 70 as crianças eram ainda “crianças” com brincadeiras de crianças, cercadas por familiares e, principalmente, pelas mães que as mandavam para a escola somente aos 6 ou até 7 anos de idade. A diversão era na rua (na época, segura) ou mesmo dentro de casa. O apoio dos pais (onde a permanência mais duradoura dos casamentos existia) dava a essas crianças o suporte necessário para que crescessem sentindo-se seguras e amparadas.
As mudanças, já as conhecemos bem:

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Solidão

Nunca tivemos tanta facilidade de comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento como temos hoje. Se a internet nos permite uma rápida ligação com as pessoas e nos favorece tanto a amplitude nos contatos, por que será que as pessoas se sentem cada vez mais isoladas?

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De mãe para filha – Parte 1

Mãe e filhaMuitas vezes parece que o relacionamento entre mãe e filha é mais fácil do que em outras relações: mesmo sexo, muita proximidade, facetas semelhantes, etc. Logicamente, todo este relacionamento depende muito da idade que a filha está atravessando.
Aqui, no entanto, vamos nos fixar numa determinada faixa de idade: adolescência e mocidade.
É comum pensarmos só na fase que a filha atravessa e esquecermos de pensar na fase da mãe.
O lado da mãe, que trabalha fora, muitas vezes é determinante no relacionamento entre elas, onde a filha vê essa mãe preocupada e talvez numa posição egoísta, pensando unicamente em sua profissão e em sua responsabilidade com esse trabalho, “ignorando” as necessidades e dúvidas da filha.
Como disse certa vez uma adolescente: “Ela está sempre olhando só para o trabalho e não sabe do que eu preciso e nem sabe se preciso!”.
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De mãe para filha – Parte 2

Mâe e Filha
Mâe e Filha
Continuação De mãe para filha – Parte 1
O crescimento da liberdade pode causar certa rivalidade velada. A filha chega a momento de livre-escolhas, opções variadas tanto nos cursos como quanto a namorados, viagens, lazer, etc … e, justamente nessa fase, a mãe vivencia o inverso da situação. Sua liberdade de escolha já não é tão grande assim, sua permanência no trabalho já se tornou uma necessidade sem escolha e praticamente sem saída, pois para muitas é o meio de sobrevivência e manutenção da casa. Até a frustração de um relacionamento não muito satisfatório no casamento leva a um questionamento dessa falta de liberdade e uma inveja inconsciente.
É, portanto, uma fase que desperta em algumas mães esse tipo de sentimento e até intolerância em relação à filha. O sentimento do abandono e da inutilidade, por si só, promove um distanciamento de ambas as partes.
É uma fase também de projeção… Clique aqui e leia mais…

Frustração

Lidando com as frustações
Lidando com as frustrações

Saber lidar com a frustração é um ponto decisivo para você ser mais ou menos feliz. Saber lidar com as frustações é importante para você, também, saber lidar com as pessoas e isso inclui relacionamento no trabalho, na família, no casamento, etc… A base desse “lidar com a frustação” começa na infância. Ela pode ser moldada, aprendida, exercitada. A criança que recebe tudo o quer, na hora que quer sem o mínimo de esforço; que tem uma mãe que sempre pensa: “Vou proteger para que ele/ela não sofra” e se antecipa para atender essa criança imediatamente, antes que a criança tente fazer por ela própria, que faz todas as vontades, etc… faz com que essa criança desenvolva uma baixa resistência à frustração.
Crianças desse tipo, tornam-se  adolescentes voluntariosos, rebeldes e, posteriormente,  adultos infantilizados, com problemas de adaptação em diversas áreas.
Há vários níveis de frustração:

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Ciúmes: Irmão maior x Irmão menor

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Irmão maior:"Quem é este que está no colo de minha mãe?

É notório que muitos irmãos são verdadeiros amigos, ao passo que alguns, se não são declarados, são camufladamente “inimigos”, ou pelo menos adversários. O ciúme entre o irmão mais velho e o irmão mais novo pode chegar a extremos. Precisamos estar atentos e tomar cuidado com nossa atitude como pais. A comparação é uma das atitudes que devemos evitar. Portanto, avalie qual tem sido seu comportamento em relação à comparação, e esteja pronto para mudar!

Quando pensamos sobre o comportamento entre irmãos, como: ciúme, inveja, rivalidade, competição, etc. , pensamos sempre como comportamentos anormais e negativos. O ciúme, é visto como algo totalmente condenável e proibido entre irmãos, principalmente, em relação ao irmão mais velho, quando nasce o segundo filho. Clique aqui e leia mais…

Intimidade Sexual no Casamento

Muitas pessoas pensam que basta estarem casadas para que a intimidade sexual seja completa e franca. Depois de alguns meses ou anos de casamento, percebem que não é bem assim. Aquilo que parecia ser fácil e que poderia vir com naturalidade, de repente, estancou e não houve mais progresso.
A espontaneidade de falar sobre determinados pontos dessa intimidade torna-se difícil para alguns casais.
Devemos pensar, no entanto, que da mesma maneira que desenvolvemos uma certa intimidade nas amizades e relacionamentos, também o fazemos na área sexual. Ou seja, a conversa, as confidências e o toque são fundamentais. Mas, uma das maiores dificuldades é a abordagem do assunto. Clique aqui e leia mais…

A Comunicação Não Verbal

A comunicação não verbal, que acompanha o homem desde o seu nascimento, aparece através de gestos, olhares, toques e é tão essencial quanto a verbalização, pois através dela consegue-se transmitir a rejeição, o afeto, a empatia, o descaso e naturalmente o amor. Clique aqui e leia mais…
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

psicologia organizacional

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Entrevista com Psicóloga na área de Psicologia Organizacional.

Psicóloga de uma empresa de grande porte.
Obrigada pela entrevista

1) O que para você é Psicologia Organizacional?
É uma prática que visa ampliar as condições de desempenho de profissionais, que atuem ou pretendam aturar nas organizações, percebendo as demandas atuais e promovendo mudanças.
2) Qual a importância de um psicólogo para uma organização?
É fundamental a prática dos psicólogos nas organizações e a aplicação da Psicologia para um reconhecimento estrutural e um diagnóstico de possíveis problemas, obtendo assim dados estratégicos e procedimentos de mudanças no ambiente empresarial.
3)O que o psicólogo faz na área organizacional dentro da empresa?
O psicólogo deve estar está envolvido em um processo de desenvolvimento contínuo, em projetos que envolvam início, meio e fim, onde seja possível uma mensuração de resultados, além de um acompanhamento da gestão de conhecimento baseada em Conhecimento (Saber), Habilidade (Saber Fazer) e Atitude (Querer Fazer).
4) Quais são os métodos que você usa nos testes psicológicos que você aplica com os colaboradores?
Atualmente não uso testes na Empresa, mas o método utilizado está embasado sempre na ética com aqueles envolvidos na testagem.
5)Qual é a diferença da Psicologia Organizacional em relação a outras áreas da mesma?
Eu acredito que a Psicologia é única, voltada ao bem estar e as pessoas, a diferença simples está nas atividades desempenhadas no dia a dia, a Psicologia organizacional está mais voltada para o grupo de trabalho e de pessoas, a produtividade, e o desempenho no trabalho, por que se as pessoas não estão bem, seja com algum problema em casa, stress de trabalho, ou algo do gênero, não será produtivo pra empresa, pois a pessoa vai produzir menos, e o bem estar do funcionário é o principal ponto onde o Psicólogo deve trabalhar, para que o calaborador esteja bem sempre no ambiente de trabalho.
6)A partir do momento que você entra em uma empresa, e faz o seu trabalho, demora quanto tempo para o resultado esperado? É o que o empresário espera? É o que o paciente ou colaborador espera? O que você acha que eles esperaram?
Acredito que todos esperam resultados, independente do processo que é realizado. Muitas vezes é demorado para que o resultado apareça, mas se o trabalho for bem feito, com certeza o resultado esperado deverá ocorrer.
7)Você saberia dizer por que normalmente nas empresas só trabalha um profissional de psicologia, sendo que as empresas têm muitos funcionários?
Na unidade em que trabalho atualmente, trabalha 3 profissionais de Psicologia, fora os estudantes, para aproximadamente 1000 colaboradores.
8)Qual o recado que você passa para os futuros Psicólogos que pretendem seguir a área Organizacional.
Somente para que estudem, se dediquem, pois a muito trabalho para que seja feito nesta área, e com certeza lugares garantidos para todo bom profissional.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O que é Psicologia Organizacional? Qual a função do Psicólogo nas organizações?


A Psicologia Organizacional, inicialmente denominada como Psicologia Industrial, estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações. Mais especificamente, atua sobre os problemas organizacionais ligados à gestão de recursos humanos (ou gestão de pessoas).
A psicologia está ligada a empresas atualmente, seja no bem-estar de cada um dos colaboradores, até mesmo nas emoções geradas num ambiente de trabalho.
Tradicionalmente, as principais áreas da psicologia organizacional são: recrutamento, seleção de pessoal, treinamento e diagnóstico organizacional.
Principais atividades do psicólogo organizacional:
  • Analisar cargos e salários;
  • Realizar pesquisa sobre os sentimentos e as emoções dos funcionários;
  • Projetar sistema de avaliação de desempenho;
  • Avaliar a eficácia de uma prática específica.
O psicólogo organizacional deve buscar alcançar níveis de excelência de qualidade por toda a organização

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Indicações de livros da área psicológica organizacional


O PSICOLOGO NAS ORGANIZAÇÕES DE TRABALHO
José Carlos Zanelli

O âmbito da Psicologia Organizacional e do Trabalho se ampliou consideravelmente nas últimas décadas, no que concerne às possibilidades de atuação competente e de influência na transformação das organizações.
José Carlos Zanelli, professor dos Programas de Pós-Gradução em Psicologia e em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina, um dos mais respeitados profissionais brasileiros neste campo, apresenta neste livro uma descrição clara do escopo da psicologia organizacional e do trabalho e fornece subsídios para a reflexão e o debate sobre a formação qualificada do psicólogo.
Com os conhecimentos e propostas práticas aqui reunidos, os estudantes e os profissionais que trabalham em empresas e instituições verão incrementadas as perspectivas de um trabalho tecnicamente eficaz e politicamente comprometido.








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PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
Paul M. Muchinsky

Esta obra é o retrato mais abrangente na área da psicologia industrial/organizacional (I/O) e baseia-se na perspectiva da pesquisa científica com inúmeras aplicações no mundo do trabalho. O livro inclui métodos de pesquisa, análise psicológica, treinamento e desenvolvimento, avaliação de performance, mudanças organizacionais, saúde ocupacional, liderança. Psicologia Organizacional apresenta notas com ilustrações práticas do material conceitual, estudo de caso com dilemas reais que envolvem a tomada de decisões difíceis porém necessárias, questões atuais sobre a crescente globalização dos negócios e sua relevância para a psicologia I/O e um glossário com definição de mais de 250 termos.
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pscologia do medo

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Rejane
Acabei de ler seu blog. Confesso q ouvi c certo preconceito qnd vc disse q também escrevia. Ainda mais poesia, pois hj em dia o que mais vejo na internet são falsos sabichões metidos a poetas. Isto me irrita um pouco, sabe? Parece que todos usam a mesma receita de mal gosto – Jogam um monte de palavras desconexas. Depois adicionam - amor, sentimento e paixão. Incluem - alma, desejo e sonhos a gosto. E pronto – “Poesia”. Não sei se vc estudou literatura, mas a poesia é a forma mais perfeita da escrita. É a palavra em seu estado mais lapidado. Por isso, me dá nos nervos ver esses canalhas fazendo isto com ela.
Mas enfim, gostei bastante dos seus textos. Vc leva jeito p coisa, não me parece que usa tais receitas rsrsrsrs. Gostaria de voltar vê-la para falarmos mais sobre isto. Qnd podemos marcar?
Bjs

Antônio Augusto
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Sabe quando você começa a pensar numa coisa e coincidências relacionadas a ela vão aparecendo? E aí você nunca sabe se aquilo tudo sempre esteve ali e você não percebia ou se de fato começaram a acontecer junto com sua descoberta.
Pois bem, é isto que está ocorrendo comigo em relação à bicicleta. Após usar e me encantar por este meio de transporte na viagem que fiz à Londres e Paris (ambas as cidades possuem um sistema com o qual você pode alugar uma bicicleta a um preço irrisório e devolvê-la em qualquer parte onde aja um posto destes), voltei para São Paulo perplexo de como uma forma tão inteligente de deslocamento não é devidamente aproveitada no nosso país, especialmente em cidades com trânsito tão caótico como São Paulo.
Com certa indignação, publiquei estas frases no meu Twitter @danieldenardi :
- O ciclista deveria ser venerado pelos motoristas e não desrespeitado. Ele é a solução e não o problema do trânsito.
- O ciclista ainda é visto como o estorvo do trânsito. No entanto, boa parte da solução dos engarrafamentos passa pelo uso de mais bicicletas.
- Quem buzina para ciclistas deveria ser obrigado a comprar uma passagem para a Europa para aprender um pouco de educação.


David Byrne foi à FLIP para vender a mesma ideia (e também seu livro Diário de Bicicletas - Editora: Amarillys) e apresentou projetos de sucesso em diferentes partes do mundo. O líder do Talking Heads também falou sobre o quanto vias rápidas dentro de cidades afastam as pessoas do convívio social e dificultam o comércio. Há muitas metrópoles fazendo modificações arquitetônicas para que as pessoas caminhem mais pelas ruas e consequentemente interajam mais com as lojas. A bicicleta tem outra grande vantagem, que também menciono no vídeo abaixo que fiz das minhas voltas por Londres, pois com ela pode-se parar a qualquer momento e ver coisas em detalhes que de carro você jamais perceberia.
Para finalizar, neste mês de julho a Revista Trip, estampou a bicicleta em sua capa e trouxe o debate à tona, inclusive com opiniões do próprio Byrne que passou por São Paulo e também fez seus passeios por aqui. Enfim, o respeito e o estímulo ao ciclismo são imprescindíveis para a melhoria da nossa qualidade de vida e do tráfego das grandes cidades.  




Não espere algum significado epifânico para este título porque não há, nem sei porque o escolhi, este texto mesmo está longe de tê-lo. Deixo-o de lado se é isto que está buscando. Deu vontade de escrever e não vou deixar passar. Vontade de escrever não é algo que aparece sempre, nem mesmo para os mais treinados e já que surgiu vou aproveitá-la.
No avião, voltando para o Brasil, depois de uma viagem inesquecível para o Valle Nevado. Não pretendo fazer um diário de bordo, muita gente já faz isso bastante bem e eu particularmente acho um pouco chato. Vou jogar aqui uns acontecimentos e outras inutilidades, se estiver bom...



Voltei domingo da FLIP, nem consegui escrever sobre o que meu amigo Walter (este com W e maiúsculo) chamou de Disneylândia da intelectualidade e estou agora em Santiago aguardando o sono chegar pois amanhã terei um longo dia de snowboard. Os intelectuais de plantão podem dizer que escrever sobre uma viagem de ski é algo burguês demais para ser literário. Estou obrando para eles.
Enfim, meu objetivo agora é falar um pouco sobre a FLIP, mas antes quero compartilhar um insight sobre viagens que me veio agora. Quando eu lia os contos do Bolaño eu ficava com uma certa  inveja das tantas viagens que ele descrevia, emendando uma na outra, pulando de um país para o outro colhendo experiências e levando-as para a literatura. Eu pensava “como esse falido (não no sentido pejorativo, basta você ler um conto dele para saber que ele não tinha dinheiro mesmo) consegue viajar tanto?” Aí comecei a lembrar que ele sempre se hospedava na casa de algum amigo. Talvez esteja aí a chave para se viajar bastante – não desenvolverei mais o tema.
Aaaaaaa a FLIP é mesmo, é dela que eu ia falar. Pretendo escrever mais textos sobre o evento, então começarei pelo destaque. E ele vem de Portugal, mas é angolano e com letras minúsculas valer hugo mãe, é isso mesmo tudo em caixa baixa. Talvez essa opção de jamais usar letras maiúsculas em seus textos, seja reflexo do seu temperamento low-profile.



Quando morei em Nova York, principalmente no início, eu passava muito tempo sozinho. Calma, isto não é para ser uma história triste, pelo contrário, eu gostava daquela solidão. Foi dentro dela que comecei a me afastar de alguns hábitos indesejáveis e a me disciplinar em outros que sempre quis manter constância. Com o tempo, fui percebendo que o que de fato somos, somos quando estamos sozinhos. Pois assim, com o mínimo de interferência de fatores condicionadores das nossas ações como amigos, familiares e sociedade em que vivíamos, podemos ser quem definitivamente queremos ser. Pois estes condicionadores fazem com que ajamos muitas vezes em desacordo com o que verdadeiramente queremos.



Acabei de ler que feriado é um período em que as pessoas param para falar do feriado. Então vou aproveitar e falar um pouco do meu.
Viajar de ônibus tem suas vantagens. Além de não ter aquela chatice de chegar 1 hora antes para fazer o check-in, você é obrigado a ficar horas preso sem alternativas para dispersão. Não há com quem conversar (óbvio, se você viaja sozinho), não há internet e não há filme para ver (a não ser que você seja cara de pau, eu já fico com dó de quem viaja do meu lado só pelo fato dele ter que agüentar aquela luzinha acessa o tempo todo, por isso tenho vergonha de ainda abrir o laptop para ver um DVD). Mas enfim, a única opção que sobra se você não consegue dormir é ler.

Tinha a certeza de ter nascido no melhor dos tempos. O que de fato temia era não estar presente nesta existência quando o futuro, trazendo ainda mais preciosidades, chegasse. Desagradava-lhe somente, o fato de que a euforia e a quantidade de informações que sua época possuía, estava tirando a profundidade das coisas. O mundo apesar de mais agitado e divertido tornara-se inegavelmente mais raso.



Uma onda de racionalismo vem banhando minhas leituras nos últimos tempos. Começou com Ayn Rand, e sua Revolta de Atlas, ocupando boa parte das minhas noites mal dormidas. Literalmente - a obra que, segundo a biblioteca de Chicago, mais influenciou os EUA depois da Bíblia - deixa um pouco a desejar, mas a coerência de sua filosofia, o Objetivismo, transforma seu mais importante livro numa grande obra. Rand defende o sistema racional como a melhor forma de se alcançar a felicidade.
Foi aí que chegou às minhas mãos uma crítica de Amor sem fim, que acaba de ser reeditado no Brasil pela Companhia das Letras, e me deixou com muita vontade de lê-lo. Interrompi a leitura de Ayn (parece que McEwan não sabe mesmo esperar sua vez) pensando que seria invadido por todo aquele sentimentalismo presente nos romances. O texto começa com uma descrição impressionante de uma cena em que cinco homens tentam desesperadamente salvar uma criança e um velho que não conseguem controlar seu balão de hélio. Tudo parecia caminhar para mais uma defesa das emoções.

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psicologia do amorO Olhar da Psicologia Sábado, 28 de Fevereiro de 2009 O que é o amor ? Todos sabemos o que é o amor, não sendo, no entanto, pelo menos para mim, possível defini-lo por palavras… Mas afinal o que será este sentimento (se o for) que nos torna parcialmente dependentes das pessoas que nos são mais próximas (e que amamos), ao ponto de, ao estarmos longe delas, nos tornemos altamente infelizes e angustiosos? Robert Stenberg, psicólogo norte-americano, formulou uma teoria segundo a qual o amor englobaria três componentes distintas: a intimidade, a paixão e o compromisso. No que toca à intimidade, de carácter mais emocional, estamos perante uma relação de confiança mútua que inclui a protecção e a necessidade de estarmos perto do outro. É através da intimidade que duas pessoas compartilham as suas experiências pessoais e o que mais íntimo há de si. A paixão, que se baseia essencialmente na atracção sexual, envolve um sentimento irreprimível de estar com o outro. Por sua vez, o compromisso é a expectativa de que o relacionamento dure para sempre, numa intenção de comprometimento mútuo. Na Psicologia, o amor é definido como sendo, não simplesmente o gostar em maior quantidade, mas sim um estado psicológico qualitativamente diferente. Isto porque, "ao contrário do gostar, o amor inclui elementos de paixão, proximidade, fascinação, exclusividade, desejo sexual e uma preocupação intensa." Psicologismos à parte, o que será, entre nós, sabedores do senso-comum, o amor? Será uma mistura entre loucura e paixão que faz focar o nosso pensamento única e exclusivamente na pessoa que amamos? Ou será um sentimento de desejo incontrolável que nos torna incessantemente ansiosos por estar com o outro, numa troca recíproca de carinho, afecto, confidências, palavras e olhares? De facto, o amor pode ser uma conjugação de todos estes aspectos, em que nenhum é dispensável mas todos são imprescindíveis. Numa tentativa de simplificar a definição de Amor, os psicólogos sociais recorreram à definição de seis diferentes formas de amar. São elas seis: o amor romântico (envolve paixão, unidade e atracção sexual mais usual na adolescência), o amor possessivo (determinado pelo ciúme, provocando emoções extremas), o cooperativo (que nasce geralmente de uma amizade anterior, sendo alimentado por hábitos e interesses comuns), o amor pragmático (característico de pessoas ensinadas a reprimir os seus sentimentos o mais possível, sendo estas relações desprovidas de qualquer manifestação de carinho), o lúdico (que se baseia na conquista e na procura de emoções passageiras) e o amor altruísta (praticado por pessoas dispostas a anular-se perante o outro, tendendo a "isolar-se num mundo onde, na sua imaginação, só cabem os dois ainda que o outro pense e actue exactamente ao contrário"). Há quem defenda que o amor é uma história construída ao longo da vida que, com o tempo, transpõe a mera atracção física, passando para uma preocupação com o bem-estar do outro para o seu próprio bem-estar. Manifesta-se numa influência mútua, no qual a (in) felicidade de um causa a (in) felicidade do outro. A paixão e o desejo tendem a não ser tão intensos, fortalecendo-se antes a cumplicidade, a intimidade e o companheirismo. Durante a minha pesquisa, e na tentativa de explicar o que é ou em que se baseia o amor, descobri um estudo que revelou que os sentimentos amorosos podem levar à inibição da actividade de várias áreas do cérebro ligadas à capacidade e ao pensamento crítico, suprimindo a actividade neurológica relacionada com a avaliação social crítica dos outros, e também as emoções negativas. Este facto acaba, curiosamente, por fazer jus ao ditado popular que afirma que "o amor é cego." De facto, este estado leva a uma alteração da nossa capacidade cognitiva: tendemos a idealizar o parceiro, exagerando nas suas qualidades e rejeitando todo o tipo de indícios menos positivos que dele possam surgir. Ainda no mesmo estudo, outro aspecto que terá impressionado os investigadores foi o facto de, ao analisarem a actividade cerebral de 20 jovens mães ao verem as fotos dos seus filhos, de crianças que conheciam e de amigos adultos, terem verificado que, tal como nos padrões de actividade cerebral registados num estudo relativo aos efeitos do amor romântico, ocorre uma redução dos níveis de actividade nos sistemas necessários para fazer julgamentos negativos. Apesar de todos estes dados, imprescindíveis para o conhecimento do amor, qualquer definição que nos seja apresentada nunca nos satisfaz completamente. Sentimos que existe sempre mais alguma coisa e é esse mesmo mistério que torna a definição do amor subjectiva e, por isso, controversa e não consensual. Até porque, se tal fosse possível, a magia envolta em torno desse elemento fundamental da vida de um indivíduo poderia desaparecer, perdendo assim parte de todo o seu significado… "Alguns dos obstáculos a amar: a nossa agenda pessoal ou motivações, expectativas, necessidades e desejos. Temos que ter cuidado para que no amor não estejamos a procurar a nossa pessoa, uma réplica, um clone; ninguém pode ser exactamente como nós. O amor pode ajudar-nos a descobrir as nossas diferenças de modo que possamos enriquecer-nos por elas." Martine Batchelor FONTES: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?action=printpage;topic=60237.0 http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=130695 Manual de Psicologia, 12º ano Publicada por Ulisses em 22:36 Autores 12.C Ana Costa 2 comentários: iris disse... será uma maquina capaz de amar? isto é.. será o amor apenas uma amalgama de complexas reacções químicas e físicas microscópicas? será que pode ser traduzido por uma complexa mas irrevogável expressão matemática? aqui fica uma questão para dar um pouco mais de sabor ao tópico (logo este, que já tem tanto ;) * 10 de Março de 2009 13:44 Anónimo disse... Dizia o poeta Luís de Camões que "o amor é fogo que arde sem se ver", mais a norte e séculos depois, Lord Byron , escritor britânico, refere-se à amizade como o "amor sem asas"! Milhares de pessoas o tentaram descrever, profissionais das ciências ganham a vida a tentar compreendê-lo e, hoje em dia, nada se sabe sobre ele a não ser que existe e continua a contagiar pessoa a pessoa. Deverá ser o termo mais indescritível e inexpressável sob a forma de vocábulos que existe. Não encontraria os superlativos necessários para conseguir descrever um verdadeiro momento de amor, pois ele reveste-se de uma colossal manifestação de sentimentos desordenados. Por muito que estudado, será dificilmente compreendido! Dou-te força para continuares a escrever sobre os temas mais delicados e tumultuosos, pois são estes que nos fazem questionar qualquer existência e te podem tornar cada vez mais sábia. Rui Pedro Guimarães de Melo Carvalho Lopes 16 de Abril de 2010 01:54 Enviar um comentário Mensagem mais recente Mensagem antiga Página inicial Subscrever: Enviar comentários (Atom) Links De Rerum Natura Escola - Moodle Acesso ao Ensino Superior Psicologia Profissões Universidade do Minho Universidade do Porto Universidade Católica Expresso O Sol O Público GAVE - Exames Nacionais Guia do Estudante Exames.org Temas (Professora) (7) 12. B Alexandra Tolda Pinto (1) 12. B Alexandra Tolda Pinto (8) 12. B Ana Filipa Peixoto (6) 12. B Bela (3) 12. B Cátia (3) 12. B Filipa Correia (1) 12. B Sara Catarina (5) 12. B Vânia Silva (2) 12. C Cátia Barbosa (1) 12. C Gabriel Alves (2) 12. C Tiago Freitas (1) 12. 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É através da intimidade que duas pessoas compartilham as suas experiências pessoais e o que mais íntimo há de si. A paixão, que se baseia essencialmente na atracção sexual, envolve um sentimento irreprimível de estar com o outro. Por sua vez, o compromisso é a expectativa de que o relacionamento dure para sempre, numa intenção de comprometimento mútuo. Na Psicologia, o amor é definido como sendo, não simplesmente o gostar em maior quantidade, mas sim um estado psicológico qualitativamente diferente. Isto porque, "ao contrário do gostar, o amor inclui elementos de paixão, proximidade, fascinação, exclusividade, desejo sexual e uma preocupação intensa." Psicologismos à parte, o que será, entre nós, sabedores do senso-comum, o amor? Será uma mistura entre loucura e paixão que faz focar o nosso pensamento única e exclusivamente na pessoa que amamos? Ou será um sentimento de desejo incontrolável que nos torna incessantemente ansiosos por estar com o outro, numa troca recíproca de carinho, afecto, confidências, palavras e olhares? De facto, o amor pode ser uma conjugação de todos estes aspectos, em que nenhum é dispensável mas todos são imprescindíveis. Numa tentativa de simplificar a definição de Amor, os psicólogos sociais recorreram à definição de seis diferentes formas de amar. São elas seis: o amor romântico (envolve paixão, unidade e atracção sexual mais usual na adolescência), o amor possessivo (determinado pelo ciúme, provocando emoções extremas), o cooperativo (que nasce geralmente de uma amizade anterior, sendo alimentado por hábitos e interesses comuns), o amor pragmático (característico de pessoas ensinadas a reprimir os seus sentimentos o mais possível, sendo estas relações desprovidas de qualquer manifestação de carinho), o lúdico (que se baseia na conquista e na procura de emoções passageiras) e o amor altruísta (praticado por pessoas dispostas a anular-se perante o outro, tendendo a "isolar-se num mundo onde, na sua imaginação, só cabem os dois ainda que o outro pense e actue exactamente ao contrário"). Há quem defenda que o amor é uma história construída ao longo da vida que, com o tempo, transpõe a mera atracção física, passando para uma preocupação com o bem-estar do outro para o seu próprio bem-estar. Manifesta-se numa influência mútua, no qual a (in) felicidade de um causa a (in) felicidade do outro. A paixão e o desejo tendem a não ser tão intensos, fortalecendo-se antes a cumplicidade, a intimidade e o companheirismo. Durante a minha pesquisa, e na tentativa de explicar o que é ou em que se baseia o amor, descobri um estudo que revelou que os sentimentos amorosos podem levar à inibição da actividade de várias áreas do cérebro ligadas à capacidade e ao pensamento crítico, suprimindo a actividade neurológica relacionada com a avaliação social crítica dos outros, e também as emoções negativas. Este facto acaba, curiosamente, por fazer jus ao ditado popular que afirma que "o amor é cego." De facto, este estado leva a uma alteração da nossa capacidade cognitiva: tendemos a idealizar o parceiro, exagerando nas suas qualidades e rejeitando todo o tipo de indícios menos positivos que dele possam surgir. Ainda no mesmo estudo, outro aspecto que terá impressionado os investigadores foi o facto de, ao analisarem a actividade cerebral de 20 jovens mães ao verem as fotos dos seus filhos, de crianças que conheciam e de amigos adultos, terem verificado que, tal como nos padrões de actividade cerebral registados num estudo relativo aos efeitos do amor romântico, ocorre uma redução dos níveis de actividade nos sistemas necessários para fazer julgamentos negativos. Apesar de todos estes dados, imprescindíveis para o conhecimento do amor, qualquer definição que nos seja apresentada nunca nos satisfaz completamente. Sentimos que existe sempre mais alguma coisa e é esse mesmo mistério que torna a definição do amor subjectiva e, por isso, controversa e não consensual. Até porque, se tal fosse possível, a magia envolta em torno desse elemento fundamental da vida de um indivíduo poderia desaparecer, perdendo assim parte de todo o seu significado… "Alguns dos obstáculos a amar: a nossa agenda pessoal ou motivações, expectativas, necessidades e desejos. Temos que ter cuidado para que no amor não estejamos a procurar a nossa pessoa, uma réplica, um clone; ninguém pode ser exactamente como nós. O amor pode ajudar-nos a descobrir as nossas diferenças de modo que possamos enriquecer-nos por elas." Martine Batchelor FONTES: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?action=printpage;topic=60237.0 http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=130695 Manual de Psicologia, 12º ano Publicada por Ulisses em 22:36 Autores 12.C Ana Costa 2 comentários: iris disse... será uma maquina capaz de amar? isto é.. será o amor apenas uma amalgama de complexas reacções químicas e físicas microscópicas? será que pode ser traduzido por uma complexa mas irrevogável expressão matemática? aqui fica uma questão para dar um pouco mais de sabor ao tópico (logo este, que já tem tanto ;) * 10 de Março de 2009 13:44 Anónimo disse... Dizia o poeta Luís de Camões que "o amor é fogo que arde sem se ver", mais a norte e séculos depois, Lord Byron , escritor britânico, refere-se à amizade como o "amor sem asas"! Milhares de pessoas o tentaram descrever, profissionais das ciências ganham a vida a tentar compreendê-lo e, hoje em dia, nada se sabe sobre ele a não ser que existe e continua a contagiar pessoa a pessoa. Deverá ser o termo mais indescritível e inexpressável sob a forma de vocábulos que existe. Não encontraria os superlativos necessários para conseguir descrever um verdadeiro momento de amor, pois ele reveste-se de uma colossal manifestação de sentimentos desordenados. Por muito que estudado, será dificilmente compreendido! Dou-te força para continuares a escrever sobre os temas mais delicados e tumultuosos, pois são estes que nos fazem questionar qualquer existência e te podem tornar cada vez mais sábia. Rui Pedro Guimarães de Melo Carvalho Lopes 16 de Abril de 2010 01:54 Enviar um comentário Mensagem mais recente Mensagem antiga Página inicial Subscrever: Enviar comentários (Atom) Links De Rerum Natura Escola - Moodle Acesso ao Ensino Superior Psicologia Profissões Universidade do Minho Universidade do Porto Universidade Católica Expresso O Sol O Público GAVE - Exames Nacionais Guia do Estudante Exames.org Temas (Professora) (7) 12. B Alexandra Tolda Pinto (1) 12. B Alexandra Tolda Pinto (8) 12. B Ana Filipa Peixoto (6) 12. B Bela (3) 12. B Cátia (3) 12. B Filipa Correia (1) 12. B Sara Catarina (5) 12. B Vânia Silva (2) 12. C Cátia Barbosa (1) 12. C Gabriel Alves (2) 12. C Tiago Freitas (1) 12. 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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

O que é o amor ?

Todos sabemos o que é o amor, não sendo, no entanto, pelo menos para mim, possível defini-lo por palavras… Mas afinal o que será este sentimento (se o for) que nos torna parcialmente dependentes das pessoas que nos são mais próximas (e que amamos), ao ponto de, ao estarmos longe delas, nos tornemos altamente infelizes e angustiosos?
Robert Stenberg, psicólogo norte-americano, formulou uma teoria segundo a qual o amor englobaria três componentes distintas: a intimidade, a paixão e o compromisso. No que toca à intimidade, de carácter mais emocional, estamos perante uma relação de confiança mútua que inclui a protecção e a necessidade de estarmos perto do outro. É através da intimidade que duas pessoas compartilham as suas experiências pessoais e o que mais íntimo há de si. A paixão, que se baseia essencialmente na atracção sexual, envolve um sentimento irreprimível de estar com o outro. Por sua vez, o compromisso é a expectativa de que o relacionamento dure para sempre, numa intenção de comprometimento mútuo.

Na Psicologia, o amor é definido como sendo, não simplesmente o gostar em maior quantidade, mas sim um estado psicológico qualitativamente diferente. Isto porque, "ao contrário do gostar, o amor inclui elementos de paixão, proximidade, fascinação, exclusividade, desejo sexual e uma preocupação intensa."
Psicologismos à parte, o que será, entre nós, sabedores do senso-comum, o amor? Será uma mistura entre loucura e paixão que faz focar o nosso pensamento única e exclusivamente na pessoa que amamos? Ou será um sentimento de desejo incontrolável que nos torna incessantemente ansiosos por estar com o outro, numa troca recíproca de carinho, afecto, confidências, palavras e olhares? De facto, o amor pode ser uma conjugação de todos estes aspectos, em que nenhum é dispensável mas todos são imprescindíveis.
Numa tentativa de simplificar a definição de Amor, os psicólogos sociais recorreram à definição de seis diferentes formas de amar. São elas seis: o amor romântico (envolve paixão, unidade e atracção sexual mais usual na adolescência), o amor possessivo (determinado pelo ciúme, provocando emoções extremas), o cooperativo (que nasce geralmente de uma amizade anterior, sendo alimentado por hábitos e interesses comuns), o amor pragmático (característico de pessoas ensinadas a reprimir os seus sentimentos o mais possível, sendo estas relações desprovidas de qualquer manifestação de carinho), o lúdico (que se baseia na conquista e na procura de emoções passageiras) e o amor altruísta (praticado por pessoas dispostas a anular-se perante o outro, tendendo a "isolar-se num mundo onde, na sua imaginação, só cabem os dois ainda que o outro pense e actue exactamente ao contrário").
Há quem defenda que o amor é uma história construída ao longo da vida que, com o tempo, transpõe a mera atracção física, passando para uma preocupação com o bem-estar do outro para o seu próprio bem-estar. Manifesta-se numa influência mútua, no qual a (in) felicidade de um causa a (in) felicidade do outro. A paixão e o desejo tendem a não ser tão intensos, fortalecendo-se antes a cumplicidade, a intimidade e o companheirismo.
Durante a minha pesquisa, e na tentativa de explicar o que é ou em que se baseia o amor, descobri um estudo que revelou que os sentimentos amorosos podem levar à inibição da actividade de várias áreas do cérebro ligadas à capacidade e ao pensamento crítico, suprimindo a actividade neurológica relacionada com a avaliação social crítica dos outros, e também as emoções negativas. Este facto acaba, curiosamente, por fazer jus ao ditado popular que afirma que "o amor é cego." De facto, este estado leva a uma alteração da nossa capacidade cognitiva: tendemos a idealizar o parceiro, exagerando nas suas qualidades e rejeitando todo o tipo de indícios menos positivos que dele possam surgir. Ainda no mesmo estudo, outro aspecto que terá impressionado os investigadores foi o facto de, ao analisarem a actividade cerebral de 20 jovens mães ao verem as fotos dos seus filhos, de crianças que conheciam e de amigos adultos, terem verificado que, tal como nos padrões de actividade cerebral registados num estudo relativo aos efeitos do amor romântico, ocorre uma redução dos níveis de actividade nos sistemas necessários para fazer julgamentos negativos.
Apesar de todos estes dados, imprescindíveis para o conhecimento do amor, qualquer definição que nos seja apresentada nunca nos satisfaz completamente. Sentimos que existe sempre mais alguma coisa e é esse mesmo mistério que torna a definição do amor subjectiva e, por isso, controversa e não consensual. Até porque, se tal fosse possível, a magia envolta em torno desse elemento fundamental da vida de um indivíduo poderia desaparecer, perdendo assim parte de todo o seu significado…
"Alguns dos obstáculos a amar: a nossa agenda pessoal ou motivações, expectativas, necessidades e desejos. Temos que ter cuidado para que no amor não estejamos a procurar a nossa pessoa, uma réplica, um clone; ninguém pode ser exactamente como nós. O amor pode ajudar-nos a descobrir as nossas diferenças de modo que possamos enriquecer-nos por elas."
Martine Batchelor
Manual de Psicologia, 12º ano

2 comentários:


iris disse...
será uma maquina capaz de amar? isto é.. será o amor apenas uma amalgama de complexas reacções químicas e físicas microscópicas? será que pode ser traduzido por uma complexa mas irrevogável expressão matemática? aqui fica uma questão para dar um pouco mais de sabor ao tópico (logo este, que já tem tanto ;) *
Anónimo disse...
Dizia o poeta Luís de Camões que "o amor é fogo que arde sem se ver", mais a norte e séculos depois, Lord Byron , escritor britânico, refere-se à amizade como o "amor sem asas"! Milhares de pessoas o tentaram descrever, profissionais das ciências ganham a vida a tentar compreendê-lo e, hoje em dia, nada se sabe sobre ele a não ser que existe e continua a contagiar pessoa a pessoa. Deverá ser o termo mais indescritível e inexpressável sob a forma de vocábulos que existe. Não encontraria os superlativos necessários para conseguir descrever um verdadeiro momento de amor, pois ele reveste-se de uma colossal manifestação de sentimentos desordenados. Por muito que estudado, será dificilmente compreendido! Dou-te força para continuares a escrever sobre os temas mais delicados e tumultuosos, pois são estes que nos fazem questionar qualquer existência e te podem tornar cada vez mais sábia. Rui Pedro Guimarães de Melo Carvalho Lopes